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Artigo

A mentalidade revolucionária como regra

Carlos Júnior

Publicado

em

Reprodução / Estudos Nacionais

O mundo sofre desde o século XV de uma chaga, um problema gigantesco e um mal destrutivo. É o movimento revolucionário, que na ânsia de mudar o mundo sem antes compreendê-lo provocou e ainda provoca as maiores tragédias, desgraças e genocídios já vistos pela humanidade. O século XX – o século das ideologias e das revoluções – teve 120 milhões de mortes provocadas diretamente pelas ramificações do movimento revolucionário. Comunismo, nazismo, fascismo, progressismo e tutti quanti fizeram do século passado a mais triste página desde o advento do homem. Suas raízes são bem identificadas e expostas pelo filósofo alemão Eric Voegelin na sua obra História das Ideias Políticas, composta por oito volumes.

Os adeptos de tal movimento são portadores da mentalidade revolucionária, uma chaga igual ou pior do que o próprio agrupamento em si. Ela é nada mais que um estado mental, onde um indivíduo ou um grupo acredita estar autorizado a destruir as bases da sociedade vigente mediante a tomada do poder. Ou seja: inverter todos os critérios e padrões morais para colocar outros que sirvam aos interesses da revolução. Para a obtenção dos objetivos do processo revolucionário, tudo é válido, nada é proibido, já que todos os crimes, os roubos, as mentiras e os assassinatos serão julgados pelos novos critérios morais da sociedade erguida pela revolução – o que justifica os genocídios empreendidos pelas diversas facções do movimento revolucionário.

No Brasil, a hegemonia da mentalidade revolucionária é total. O establishment político, acadêmico e jornalístico é composto inteiramente pela esquerda que pegou em armas para a implementação do comunismo nos moldes cubanos e que, com a derrota na luta armada contra o regime militar, escolheu a estratégia gramsciana de ocupação dos espaços intelectuais para a conquista da hegemonia. Isso explica o porquê de vermos tipos como Ricardo Noblat e Vera Magalhães no jornalismo, João Doria na política e Barack Hussein Obama como exemplo de político perfeito, racional e pragmático.

Vejam o exemplo do sr. Noblat. ‘’Do jeito que vão as coisas, cuide-se Bolsonaro para que não apareça outro louco como o Adélio’’, tuitou o jornalista. Noblat não tem nenhuma sensibilidade ao lembrar ao presidente do atentado que quase tirou a sua vida ao fazer essa advertência maliciosa e abominável. O sujeito que debocha de uma tentativa de assassinato porque ela foi contra um político que ele não concorda merecia estar internado urgentemente, separado de qualquer convívio social. Noblat nunca disse uma palavra contra os esquerdistas que desejaram e desejam um novo atentado contra a vida de Bolsonaro, mas alimenta a narrativa falsa de que os direitistas são violentos e um perigo aos seus opositores – sem citar um único exemplo comprobatório. A mente desse indivíduo é totalmente invertida, sendo ele um real perigo a todos que não concordem com seus pensamentos – ou a falta deles.

A sra. Vera Magalhães já nos brindou com tantas pérolas que a sua falta de inteligência é incontestável e nem merecia ser provada novamente. Mas ela se supera. Na bajulação a Barack Obama – o pior e mais imoral presidente da história dos Estados Unidos – Vera tuitou o seguinte: ‘’Viva Obama e o elogio da ciência, da educação e da cultura. Do Iluminismo contra as trevas’’. Ela obviamente não tem conhecimento do iluminismo e só repete os mesmos chavões e cacoetes mentais típicos de sua classe. O iluminismo foi um movimento intelectual que tinha o objetivo de secularizar a cultura e a política, separar todas as atividades humanas das tradições e dos ensinamentos religiosos. Ou seja, era um movimento revolucionário, e a era de genocídios, tiranias e perseguições religiosas – principalmente ao Cristianismo – gerada pelo iluminismo prova o seu fiasco intelectual, além do aspecto criminoso da coisa. Vera não conhece isso, mas ainda assim se sente apta a palpitar sobre o assunto. O jornalismo brasileiro é uma piada de péssimo gosto.

O governador de São Paulo, João Doria, perdeu o bom senso e o mínimo de respeito pela verdade de vez. Que ele é um oportunista de carteirinha e já apunhalou dois políticos responsáveis pelos seus dois triunfos eleitorais, disso já sabíamos. Mas agora ele apelou para a narrativa do gabinete do ódio – uma fantasia criada por parlamentares esquerdistas e do Centrão que não gostam de ouvir críticas na internet – para justificar possíveis ameaças de morte. Doria fez isso para atingir o presidente Bolsonaro mais uma vez. Antagonizar com Bolsonaro é o seu fetiche predileto. Ele não respeita seus eleitores, seu Estado e sua posição de governador ao arrumar confusão desnecessária com o governo federal. Para isso, vale tudo. Até acusar os filhos do presidente de estarem envolvidos em ameaças de morte a um político rival.

Essas três figuras abjetas protagonizaram os exemplos da semana que ilustram a deformidade da mentalidade revolucionária, mas em um país que tem Paulo Freire – um maluco defensor de ditaduras genocidas – como patrono da educação e Barack Hussein Obama – um mentiroso contumaz que foi o pior presidente da história americana – como modelo de político racional e centrista, os exemplos podem ser encontrados aos montes. Aqui ela é o padrão moral. Elege políticos e levanta carreiras na mesma velocidade com que as destrói. É a regra única.

Referências:

  1. http://olavodecarvalho.org/a-mentalidade-revolucionaria/
  2. https://sensoincomum.org/2016/07/14/queda-bastilha-doutrina-armada/
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Jornalista. Escreve sobre politica brasileira e americana, com análises não vistas na grande mídia.

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