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A loucura reina no Partido Democrata

Carlos Júnior

Publicado

em

Erin Schaff/The New York Times

No processo de escolha para o candidato que disputará a presidência dos Estados Unidos contra Donald Trump, o Partido Democrata tem agora somente duas opções: Joe Biden e Bernie Sanders. Seja lá quem for, o presidente Trump estará rindo à toa e tem a reeleição como quase certa, tendo em visto a completa insanidade que reina no lado azul da América.

E não é lá tão difícil de saber o porquê. As primárias democratas começaram com o papelão do caucus em Iowa – quando a apuração apresentou diversos erros e os resultados demoraram mais do que o normal para serem anunciados. Depois, o establishment do partido resolveu passar a perna em Bernie Sanders, com a desistência de todos os outros candidatos para o estabelecimento de uma união contra o socialista de extrema esquerda. A mesma coisa aconteceu em 2016.

O malfadado processo de impeachment do presidente Trump mais atrapalhou do que ajudou. Simples: indiciar um presidente sem crimes ou fatos consistentes angaria a desconfiança do eleitorado independente e todo o ódio do lado adversário. Além disso, a base republicana se uniu em torno do presidente – tanto eleitores quanto políticos outrora céticos em relação a Donald Trump. O resultado disso veio na pesquisa Gallup, que mostrou a queda da avaliação positiva do Partido Democrata, em contraste com o aumento da mesma avaliação do Partido Republicano.

Mas a principal dor de cabeça está nos dois candidatos que disputam a nomeação do partido. São eles que fazem a disputa do próximo novembro um pesadelo para os democratas.

Joe Biden é um figurão experiente do Partido Democrata e por isso mesmo angaria a imagem de um político mais centrista. Essa imagem poderia ser reforçada graças a sua oposição histórica ao aborto, mas ele fez o favor de jogá-la no lixo com a intenção de paparicar a militância democrata. No mais, ele é um senhor de 76 anos em franca decadência mental – e isso não é picuinha oposicionista. Biden comete gafes horrorosas como falar que 150 milhões de americanos morreram por armas de fogo, confundir a esposa com a irmã em um comício e dar um endosso involuntário para a reeleição do presidente Trump. Junte tudo com o escândalo envolvendo seu filho no caso ucraniano e a sua própria imagem de alguém muito ligado aos lobistas e corruptos de Washington. Em suma, Biden é um falso moderado disposto a governar com a extrema esquerda com fama de corrupto.

Se Biden não traz grandes perspectivas para os americanos e para o seu próprio partido, com Bernie Sanders não é lá diferente. Sanders é um socialista de extrema esquerda que defende tudo aquilo que vai de encontro aos valores tradicionais americanos. Sua plataforma política é secular, progressista e antirreligiosa ao extremo – em nada diferindo de Biden. Porém, é no campo econômico que a loucura da sua candidatura é mais visível. Ele promete o socialismo como meio de combater as desigualdades e redistribuir as fortunas dos ricos, pois daí sairia o dinheiro dos programas governamentais que Sanders deseja implementar. Ou seja: tirar dos ricos para dar aos pobres. Além, é claro, do aumento gigantesco dos impostos e das regulações, trazendo consequências desastrosas para a economia americana. Bernie acha mesmo que o socialismo é viável e que ele é o remédio para as ditas desigualdades capitalistas, querendo repetir a mesma fórmula dos países comunistas – que só trouxe pobreza, miséria e genocídio.

As duas campanhas são coisa de maluco. Mesmo com os bilhões de dólares da elite globalista e a militância mal disfarçada da imprensa americana, o Partido Democrata caminha para uma derrota quase certa em novembro. Dificilmente algum fato novo possa surgir até lá que faça o american people mudar de ideia e não dar mais quatro anos ao presidente Trump.

Além de tudo, os seus próprios membros não ajudam e criam situações embaraçosas desnecessárias. Chuck Schumer, líder da minoria democrata no Senado, fez comentários de tom ameaçador sobre dois juízes da Suprema Corte americana – em uma atitude malvista por políticos de ambos os partidos. O apreço do Partido Democrata pelos EUA, pelo povo americano, pelo respeito às leis e por sua própria imagem é zero. O partido de Thomas Jefferson e Grover Cleveland virou o partido de Nancy Pelosi e Bernie Sanders. A loucura reina.

Referências:

  1. https://news.gallup.com/poll/287633/approval-congressional-republicans-tops-democrats.aspx
  2. https://pjmedia.com/election/joe-biden-forgets-what-office-hes-running-for-again-during-victory-speech/
  3. https://www.youtube.com/watch?v=Vx3-0ztdmIs
  4. https://www.foxnews.com/opinion/chuck-schumer-supreme-court-cal-thomas
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