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Penas lançadas de um penhasco são como palavras que saem da nossa boca

Este é o 30° texto da coluna diária do Conexão Política sobre reflexões cristãs.

Alex César

Publicado

em

Lane Smith | UnSplash

A maior produção que acontece na vida, todos os dias, é a produção de palavras. Toda hora e em todo momento estamos produzindo palavras. Com elas nos comunicamos com as pessoas, falamos com Deus e emitimos vozes ao nosso interior. Se soubéssemos de que forma nossas palavras chegam até as pessoas e como se desenvolvem no interior delas, cuidaríamos melhor do nosso temperamento na hora de formá-las e lançá-las.

Quem dera se nossas palavras pudessem ser mais polidas, o que não tem haver com ‘falar bonito’ ou usar termos difíceis. Palavra polida é aquela que recebe um toque especial antes de sair de dentro de nós, com a finalidade de se deslocar na direção de alguém ou de um grupo de pessoas. A palavra polida é aquela que sai pensada, imaginando o que irá colher se for pronunciada. Quantas vezes pessoas já nos disseram que se tivéssemos ‘falado direito’ tudo teria sido diferente. E nós mesmos, também, já nos vimos dizendo ‘se eu tivesse pensado melhor não teria dito daquele jeito’.

Já ouvi dizer que um certo homem subiu num penhasco com um travesseiro de plumas e penas de ganso. Ao chegar no ponto mais alto, ele abriu o travesseiro e começou a sacudi-lo, fazendo com que as penas voassem para longe dele. As palavras são assim, como penas de travesseiro lançadas do penhasco. Não conseguiremos pegá-las de volta depois que saem de nós!

“A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto.” (Provérbios 18:21) 

Pela ausência de ‘palavras polidas’, muitas pessoas tiveram suas vidas danificadas. Muitas das foram ofendidas, tomaram outros rumos, disseram adeus, romperam relacionamentos e vêm se decepcionando. Por outro lado, as palavras têm o poder de motivar, alegrar, dar ânimo novo, edificar e fazer alguém mudar significativamente sua rota. Precisamos aprender a ouvir mais para formularmos melhor nossas palavras.  Não é em vão que o apóstolo Tiago nos dá uma poderosa lição:

“Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir e tardios para falar.” (Tiago 1:19) 

Destruir alguém usando as palavras é muito fácil, e não precisa de grandes esforços, basta não compreender o poder desastroso que elas podem causar. Porém, para reparar os danos causados em alguém, as palavras não são suficientes, embora sejam necessárias. Elas precisam vir acompanhadas das ações.

Se há um personagem bíblico que expressou isso perfeitamente foi Zaqueu, logo após ouvir as palavras de Jesus dentro de sua casa. Ele era o chefe dos cobradores de impostos. A bíblia chega a dizer que Zaqueu era extremamente rico e chegou a formar sua riqueza cobrando impostos indevidos. Ele era refém do ódio provocado nas pessoas, por tê-las defraudado. Logo que as palavras de Jesus invadiram seu coração, ele resolveu devolver tudo o que roubou daquelas pessoas, multiplicado quatro vezes mais. O ponto é que não adiantaria Zaqueu sair do portão dizendo às pessoas que agora era um ‘novo homem’. Qualquer palavra que dissesse não seria suficiente para quebrar o ódio que havia no coração das pessoas. Como num só coro, todos haveriam de questioná-lo sobre os impostos que lhes fora roubado. Não adiantaria Zaqueu se revestir de palavras, se dizendo convertido, se não viesse acompanhado de ações que pudessem atestar sua transformação.

“Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: ‘Olha, Senhor!  Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais.” (Lucas 19:8) 

A partir de hoje, busque a Deus e peça sabedoria antes de proferir qualquer palavra!

Ajude a evangelizar o mundo!

Pastor e Consultor de Seguro Saúde