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Agronegócio

Em Davos, Bolsonaro encontrará pressão por redução do consumo de carne

Renan Diniz

Publicado

em

Foto: AFP

Primeiro evento internacional do Presidente Bolsonaro sugere compromisso dos governos para reduzir o consumo de carne bovina e optar por outras fontes de proteína.

Na próxima semana, o Presidente Jair Messias Bolsonaro estará participando do Fórum Mundial de Davos, nos Alpes Suíços. O Fórum acontece anualmente, e é uma oportunidade para os líderes empresariais e políticos do mundo todo discutirem a construção de uma agenda econômica global.

A participação do Brasil neste evento, principal exportador mundial de carne bovina, coincide com o aprofundamento de uma das iniciativas do Fórum que busca reduzir o consumo deste tipo de proteína animal, e incentiva a produção de alternativas, desde proteínas sintéticas até consumo de insetos.

A pesquisa apresentada em 2018 no Fórum Mundial de Davos aponta que o consumo excessivo de carne pode ser relativamente perigoso para a saúde humana, e também pode trazer alguns impactos ambientais. E neste ano o tema volta a ser discutido, onde a pauta “Diálogos sobre a Alimentação” deve trazer diversos debates.

O setor produtivo de gado de corte deve estar atento à essas movimentações mundiais que sugerem a redução de consumo, visto que as projeções para os próximos anos são de grande crescimento no consumo de proteína animal, parte devido ao crescimento da população mundial para 10 bilhões de habitantes por volta de 2050, e parte devido ao consumo de proteínas de melhor qualidade e em maior quantidade em países menos desenvolvidos.

Em contrapartida, o setor de produção de carne bovina tem trunfos importantes para manter o crescimento das projeções de consumo. O próprio estudo do Fórum reconhece que os preços das proteínas alternativas não são competitivos quando comparadas à carne bovina, que é produzida em larga escala. E além disso, produtores do mundo todo tem colaborado para uma pecuária mais sustentável, eficiente e tecnológica, causando menores impactos ambientais, o que tende a diminuir a pressão dos ambientalistas.

Engenheiro agrônomo e empresário do setor agrícola.

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3 Comentários

3 Comments

  1. Pingback: Em Davos, Bolsonaro encontrará pressão por redução do consumo de carne – Conexão Política – Clazoom

  2. José Antonio Gonçalves

    19.01.2019 at 21:36

    TEMA ESTRANHO PARA O MUNDO GLOBALIZADO – DAVOS – 2019,

    Temos indicadores mundiais que demonstram que no planeta, em importante percentual de pessoas, milhões delas estão passando fome literalmente.

    Se a população humana no planeta não tem ALIMENTOS EM ABUNDÂNCIA SUFICIENTE para satisfazer a FOME, a restrição ao BRASIL em produzir MENORES TONELADAS DE PROTEÍNA ANIMAL é muito, mas muito CONTRADITÓRIA.

    O que está por trás desse jogo? Quais interesses estão escondidos nas entrelinhas? Um Fórum ECONÔMICO MUNDIAL sugerindo a diminuição de alimentos e proteínas animais para o consumo humano, sob o pretexto que tal consumo (aqueles que conseguem consumir proteínas animais) faz mal para a saúde.

    Afinal das contas, quanto CUSTA A FOME DAS POPULAÇÕES MUNDIAIS?

    Sinceramente não dá para entender uma LÓGICA HONESTA E RACIONAL EM TAL PROPOSTA E TAIS PROPOSIÇÕES. Vão contra as necessidades básicas humanas, ou seja, de terem o direito a alimentos em geral, proteínas vegetais e proteínas animais. Lembrando ao pessoal de DAVOS, que a espécie humana é “carnívora” e que sempre sobreviveu nesses milhões de anos, através da caça de animais e consumo de proteínas animais.

    DAVOS a próxima arapuca montada para o novo BRASIL de 2019.

    COMPARTILHEM!
    Obrigado!
    Engº José Antonio S. Gonçalves.’.
    Ribeirão Preto, Estado de São Paulo – Brasil.

    Para Twitter: Seres humanos são carnívoros. Milhões deles, passam fome no PLANETA. Não é sensato deixar de produzir proteínas animais, quando existem milhões de famintos. Quais interesses estão escondidos nessa questão econômica?

  3. Alessander

    19.01.2019 at 14:07

    Com essa estorinha dos globalistas, é melhor nem o Mito ir pra lá, pois temos muito mais do que nos preocupar com nosso agronegócio que vai de vento em popa

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