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‘Brazil Day in Washington’ e os impactos no agro

Entre os acordos firmados, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o Brasil criará uma cota tarifária permitindo a importação de 750 mil toneladas anuais de trigo com tarifa zero.

Renan Diniz

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Divulgação

 

Após encontro nesta terça-feira (19) entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, o governo dos Estados Unidos divulgou comunicado conjunto informando os acordos que foram firmados para o agronegócio.

Estes acordos geraram repercussão na cadeia do agro, pois impactam diretamente o setor de produção de trigo e de carnes.

Entre os acordos firmados, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o Brasil criará uma cota tarifária permitindo a importação de 750 mil toneladas anuais de trigo com tarifa zero.

Em 1994, ao fim da Rodada Uruguai da OMC, o Brasil se comprometeu a criar a cota com tarifa zero para o trigo. Mas jamais implementou a medida.

A alíquota para o insumo é de 10%.

Hoje, somente países do Mercosul estão isentos da cobrança, sendo que a Argentina é a principal fornecedora do cereal.

A importação de trigo é um permanente desafio ao setor, pois muitos produtores visualizam a cultura do trigo como de risco e com baixa remuneração.

Entretanto, o acordo com os americanos pode não representar uma pressão à cotação do produto, atualmente o trigo norte-americano ainda é mais caro que o argentino.

Mas pode haver momentos que o trigo norte-americano esteja mais competitivo, especialmente para os mercados do Norte e Nordeste que despendem de custo logístico para a chegada do produto.

Em contrapartida os Estados Unidos concordou em dar novos passos no sentido de liberar a compra de carne in natura exportada pelo Brasil.

De acordo com nota, será agendada uma visita técnica do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para auditar o sistema de inspeção de carne bovina do Brasil e avaliar a retomada das compras de carne in natura, suspensas desde 2017.

A retomada da exportação de carne bovina para os Estados Unidos trará efeitos positivos para o setor, que vem acumulando resultados positivos nos últimos anos.

Atualmente, a China é nosso principal parceiro para exportações de carne bovina (in natura e processada), representando próximo de 50% do total do volume exportado.

O comunicado conjunto informa também que Brasil concordou avaliar a importação de carne suína norte-americana. Representantes do setor dizem concordar com a abertura do mercado brasileiro para a carne suína americana.

O setor de suínos do Brasil se manifestou em concordância com a abertura, ao mesmo tempo em que espera reciprocidade de tratamento com a autorização de todos os Estados brasileiros para exportar carne suína para os EUA”, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal em nota.

Por fim, logo após o comunicado conjunto, o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, destacou a reunião com a ministra Tereza Cristina:

Tive uma reunião hoje com a Ministra da Agricultura do Brasil Tereza Cristina – discutimos a forte relação entre nossos países em relação à produção de grãos e proteína animal, a necessidade de parcerias para apoiar biotecnologias e um comércio seguro, baseado em ciência, para nossos produtos como carne suína e bovina.”

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Engenheiro agrônomo e empresário do setor agrícola.

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