As mídias sociais e a escolha do Presidente em outubro

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Imagem: Reprodução

Findou-se o tempo em que o brasileiro precisava aguardar as publicações ou exibições de jornais para que ficasse informado a respeito das eleições vigentes. Dois mil e dezoito será, sem sombra de dúvidas, o ano em que as redes sociais protagonizarão um papel importantíssimo no debate nacional.

Tratando-se das eleições presidenciais, a internet, devido seu alcance, terá o poder de alavancar candidaturas com angariação de votos bem como refletir num efeito inverso, a depender do conteúdo veiculado. O fato é que a grande mídia e as grandes corporações já não possuem toda a predominância sobre a opinião pública que possuíam outrora. A concentração existente entre os grandes meios de comunicação – ideologicamente comprometidos – não conseguem mais exercer seu poder político e comportamental perante à população.

Para a Presidência, até o momento, cerca de 16 políticos declaram-se pré-candidatos, sendo eles: Jair Bolsonaro, Lula da Silva, Ciro Gomes, Marina Silva, Manuela D´Ávila, Fernando Collor, Geraldo Alckmin, Levy Fidélix, João Amoedo, Valéria Monteiro, Álvaro Dias, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, Dr. Rey, José Maria Eymael e Rodrigo Maia.

Com um cenário parecido ao de 1989 no que tange ao número expressivo de opções ao planalto, classifico as redes sociais como um divisor de águas em meio a um processo eleitoral formado – em sua grande maioria – por corruptos e maus-caracteres. Exemplo fático disso é a incerteza da candidatura do ex-Presidente Lula, condenado a 9 anos e meio por corrupção passiva/lavagem de dinheiro e que provavelmente verá sua sentença confirmada pela segunda instância da Justiça Federal na próxima quarta-feira. A grande diferença do pleito de 1989 para o de 2018 está justamente relacionado ao fim da hegemonia midiática que havia na época, não mais existente nos dias de hoje. De qualquer maneira, independentemente da variação eleitoral que este ano possa apresentar, as redes sociais e os usuários assumirão um papel incisivo na propagação da informação (sem fake news, por gentileza).

Vale lembrar que o processo eleitoral de 2014 já contava com certa mobilização virtual. Entretanto, após os inúmeros escândalos de corrupção que vieram à tona, as manifestações a favor do impeachment de Dilma Rousseff que aconteceram, as negociatas para sustentar-se no poder por parte do Governo Temer, os processos oriundos da Operação Lava Jato, as crises na segurança pública do Nordeste, a prisão dos ex-Governadores do Rio de Janeiro, dentre tantos outros, posso afirmar que o brasileiro cansou-se do establishment midiático e de poder que o assola há décadas e está bem mais interessado em saber quem serão seus governantes e, consequentemente, a busca pela informação há de ser maior, o que resulta, de maneira lógica, em opinião política e intenção de voto a quem se opõe ao império político. Esta análise evidencia-se ainda mais se observarmos os números crescentes do Deputado Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais.

O mais interessante neste processo todo é justamente a divergência entre opinião pública e opiniões da mídia, baseadas, geralmente, em “análises políticas” que mais são, na verdade, elaborações dos fatos ou a própria maquiagem dos mesmos. Embora as mídias tradicionais venham a classificar Bolsonaro como ameaçador, extremista e despreparado, o que se vê nas ruas e na internet é um eleitorado forte e totalmente convicto, fato este que pode ser comprovado através do levantamento realizado no final do ano passado pela FSB Comunicação, classificando o Deputado como o presidenciável mais influente das redes sociais.

Ante o exposto, há de se ressaltar que a guerra cultural está cada dia mais evidenciada e precisamos utilizar de todos os meios acessíveis para desbancar a quadrilha ideológica que perpetua-se no poder. Toda ajuda e divulgação é bem-vinda, desde que de boa-fé. As pessoas de bem deste país não podem mais sofrer nas mãos daqueles que não possuem outra ambição senão o enriquecimento ilícito através do Estado. O contexto atual permite que o eleitor não mais escolha seu candidato através de santinhos achados no chão ou jingles criados para ficar na cabeça. O conteúdo das redes sociais tornou-se o maior influenciador eleitoral e isso deve ser mantido. Não há que se falar em qualquer controle de mídia, seja ela qual for. A manutenção do acesso à informação também diz respeito à liberdade e, tratando da liberdade de um povo, não há meio termo.

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